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Luiz Cláudio Barbosa |
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Antonio Fernando Pinheiro Pedro
e Renato Augusto Pinheiro Pedro |
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Todos os anos, uma explosão de energia incide sobre o território brasileiro: São 15 trilhões de megawatts emitidos pelo Sol, essa estrela que já foi adorada como deus todo-poderoso pelos povos antigos. Na base desse número espetacular, apenas uma certeza matemática: se aproveitada adequadamente, toda essa força atenderia não uma, mas 40 vezes nossa demanda interna por energia, o que nos permitiria inaugurar uma nova, admirável, limpa e próspera economia no País.
Nesta edição da Revista Ambiente Legal apresentamos, em nossa Reportagem de capa, essa que é a “menina dos olhos” não só de ambientalistas e cientistas, mas também de empreendedores com visão de futuro e decisão no presente, que têm garantido aplicação prática e diversificada dessa tecnologia 100% sustentável e muito democrática.
Afinal, a energia solar tem unido os dois extremos de nossa teia social. Alimenta, por exemplo, cercas elétricas que protegem, da ação de larápios, ricas fazendas localizadas no estado do Mato Grosso, assim como permite que comunidades carentes tenham em suas casas o conforto de um banho quente o ano inteiro.
A mais recente edição do relatório Renewables: Global Status Report, preparado pelo Worldwatch Institute, revela que o aquecimento solar de água, que como veremos é apenas uma das muitas aplicações da irradiação solar, está se firmando como importante fonte de energia renovável no planeta. Esses sistemas já alimentam cerca de 40 milhões de habitações em todo o mundo, a maioria delas na China, país responsável por 58,4% dos sistemas de aquecimento hoje instalados, enquanto o Brasil é responsável por 2,1%.
Por sua vez, o Japão é o líder mundial entre os produtores de painéis fotovoltaicos, que dão vida a uma ampla gama de aplicações, tais como sistemas e postes de iluminação pública, semáforos, bombas d’água e equipamentos de refrigeração. Mais uma vez, aqui, o Brasil, faz feio: tem instalado 12.600 megawatts de painéis fotovoltaicos, o que equivale a 0,1% da potência de Itaipu.
É seguro afirmar que, pelo menos em matéria de tecnologia solar, não é apenas a miopia de nossas políticas públicas que emperra sua disseminação em larga escala. Nosso passado de Colônia fala muito alto nessa questão. Vejamos. O silício - matéria-prima básica para a fabricação dos painéis fotovoltaicos - é apontado como o responsável pelo preço salgado da tecnologia. A incongruência é que, apesar de deter todo o know how e também uma das maiores jazidas desse minério, o Brasil prefere exportar o silício bruto a entrar pela porta da frente nesse mercado de oportunidades mais que promissoras.
Um pouco mais de perplexidade, novos enfoques sobre um variado universo de informações de interesse público e um permanente convite à boa e vigorosa reflexão, eis o que nos propomos a oferecer aos nossos leitores nos artigos e reportagens que reunimos nesta edição. Porque acreditamos que esses elementos também são imprescindíveis, como fermento e alicerce, da ação eficaz e da crítica construtiva que tanto nossa sociedade precisa.
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